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terça-feira, 27 de julho de 2010

Juiz de Fora, uma princesa da zona da mata mineira

Uma cidade destaque do circuito mineiro, Juiz de Fora é um município que tem a marca do desenvolvimento em sua história. Não é a toa que foi pioneira em muitos feitos registrados ao longo de sua jornada que continua. O Museu de Marmelos é um exemplar desse pioneirismo com o rico acervo da Usina hidroelétrica. A cidade tem mesmo muita história para contar. Elas estão por lá, vivas no seu patrimônio presente em monumentos e na memória de seu povo.

Ao pesquisar sobre as cidades tenho lido sobre dois símbolos comuns em muitos municípios brasileiros: o brasão e a bandeira. Nem sempre sabemos o significado e eles são muito importantes porque carregam uma simbologia especial. Na bandeira de Juiz de Fora há faixas e cores com o triângulo de Minas no centro. As diferentes cores representam os diversos povos na construção da cidade: azul, vermelho, verde e branco = negros, índios, portugueses, alemães. O Brasão tem uma comunhão de elementos simbólicos: monumento Cristo Redentor, ramos de café, ouro na Justiça, prata no rio, a Coroa e suas torres e as cores formando um escudo com muitos sentidos históricos e culturais. Outro ponto interessante são os hinos e no de Juiz de Fora a cidade é chamada de “Princesa de Minas”. Conhecer os símbolos é uma forma de ingressar no universo das cidades. Cada detalhe do símbolo tem um significado e a soma deles desenha uma história.

E em toda história há um caminho. E foi no Caminho Novo que ligava essa região de Minas Gerais ao Rio de Janeiro que nasceu Juiz de Fora e outras cidades mineiras. O caminho foi aberto para transportar o Ouro extraído nos tempos áureos da mineração. O ciclo do Ouro trouxe muita riqueza para o país e, como todo ciclo, teve sua ascensão e chegou ao fim. Então abriu espaço para o início da cultura cafeeira. Os campos de café, os escravos, o auge de mais um produto produzido em escala mundial contribuiu para o crescimento da região. Era preciso novas estradas e então nasceu a Estrada União e Indústria. Da necessidade de trazer imigrantes para construção do projeto nasceu o incentivo a imigração. Vieram os alemães que até hoje estão no nome de ruas e outros pontos de Juiz de Fora. E a “princesa de Minas” foi crescendo.

Cada fase tem sua importância, a do Ouro, a do café, a Industrial e hoje é a combinação de indústria e serviços com a contribuição dos investimentos em estrutura, educação e cultura, que somados geram o perfil de desenvolvimento de Juiz de Fora. Aliás, o município tem um bom índice de qualidade de vida o que é um orgulho para a região. Espero que a atual e as próximas administrações continuem investindo na ampliação da melhoria da qualidade de vida para que o índice que já é bom seja cada vez melhor.

Observei na pesquisa que a cidade conta com muitos museus. Tem Museu de Arte Moderna que homenageia o poeta Murilo Mendes, O Ferroviário, o de Arqueologia e Etnologia Americana, o de Malacologia com um interessante acervo de conchas e outros citados neste link do site oficial do município que conta também com um movimentando calendário de eventos que atrai muitos visitantes. Acesse o site do Juiz de Fora Convention e confira a programação. E tem mesmo muita diversidade cultural em Juiz de Fora que está mais próxima da capital carioca do que da capital mineira.

Uma curiosidade sobre a cidade que descobri foi à origem do nome, ao listar o nome do município para a série mineira fiquei intrigada sobre o significado de Juiz de Fora e agora percebi que minha percepção inicial faz sentido. Lá no princípio, quando o local não tinha um Juiz de Direito, o corte nomeava um Juiz de Fora para o lugar. E assim, a Santo Antonio de Paraibuna que tinha um Juiz de Fora e antes pertencia a Barbacena, desmembrou-se, tornou-se município e trilhou seu caminho de desenvolvimento como Juiz de Fora. E posso até apostar, que muitos que vieram de fora, por lá ficaram.

Até a próxima cidade da série mineira.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

São Paulo multiturbinada

Há tanto para falar sobre “Sampa”. Ela é assim multi nos variados retratos que expressa seu potencial turbinado. A multiplicidade desta cidade que amo me ensina a valorizar cada vez mais a riqueza que reside na diversidade. A capital de todas as cores e amores, dos contrastes, das estações, da Paulista, dos bairros com diferentes perfis, das zonas sul, leste, oeste, norte e central que se interliga no trânsito de pessoas, veículos, trens, metrô, helicópteros, bikes, motos e nos passos dos moradores e visitantes que por aqui circulam.

São Paulo é puro movimento, mas, ainda assim tem refúgios de tranqüilidade. A loucura da correria que me mescla com a paz de cantos e pessoas. Essa cidade é mesmo intrigante. Assusta e acolhe. É uma majestade regida por elementos conflitantes e harmoniosos. É uma extensa rede que conecta pessoas, negócios, eventos, efervescência cultural, monumentos históricos, problemas gigantes, soluções inovadoras, tecnologia de ponta, avanços e desafios que vão construindo sua história.

São Paulo é potência turbinada de oportunidades. Um celeiro cultural, um point gastronômico de múltiplos sabores, um pólo econômico que gera muitos empregos, parcerias e contatos entre estados e países. São Paulo é uma capital do mundo que abriga povos de distintas nacionalidades que aqui encontraram um lugar para morar. Essa mistura rende outras misturas nutritivas.

Aqui tem poluição sim. Uma frota veicular enlouquecedora. Tem as marginais conectando as regiões com as muitas rodovias por onde chegam e saem veículos transportando uma diversidade gigantesca de produtos. Mas aqui também tem verde no entorno de São Paulo. Temos a Cantareira e o Horto Florestal com espécies da biodiversidade da Mata Atlântica. Um patrimônio. Tem o Ibirapuera, palco de eventos importantes como a Bienal de Artes. Tem o Villa Lobos aqui perto onde vou andar e levar minha filha para brincar. Tem o Parque do Carmo, a Água Branca e outros que nem conheço.

São Paulo é incrível. Sempre tem algo novo para conhecer, descobrir e aprender. Eu poderia escrever tanto sobre a turbinada capital paulista, mas, sinceramente não caberia neste post tamanha é sua grandeza. Tem um trecho de uma poesia de Andrade que diz “quantas tardes numa tarde”, transcrevendo isso para São Paulo definiria bem o que simboliza essa cidade sem igual: “quantas São Paulo numa mesma São Paulo” Foto: Caio Silveira SP TURIS - Memorial do Imigrante. Visite o site da SPTuris e conheça os diversos roteiros temáticos de São Paulo

Deixo aqui registrado minha homenagem em forma de poesia:

Querida São Paulo
Terra onde milhões de habitantes se misturam, se aproximam,
se cruzam e se distanciam,
moradores, imigrantes, visitantes ...

A cidade pulsa e se transforma,
no raiar da manhã Sampa desperta,
no cair da noite ela dança,
na madrugada não descansa.

Pérola histórica dessa pátria,
pólo econômico e gastronômico,
capital da arte, do cinema e literatura,
das luzes teatrais e musicais.

Nos olhos das esquinas,
no cruzamento das avenidas,
nas vias das marginais,
por cima e por baixo das pontes,
nas linhas do trem e do metrô,
no táxi, no ônibus ou ponte aéreaas,
pessoas se encontram,
os olhares se entrelaçam,
as conversas se abraçam,
minutos, horas ou segundos
despedida, adeus,
chegada e partida,
encontros e desencontros de uma cidade vibrante

Andando nos tortuosos becos das favelas,
na periferia,nas arborizadas ruas dos Jardins,
no famoso bairro do Morumbi,
deparo-me com essa terra dos contrastes,
de um lado a nobreza, logo ali a pobreza.

E assim a “pauliceia” caminha,
cidade de muitas cores e amores,
muitas vezes de horrores, poluição e inundação...
emoção e paixão, tristeza e descrença,
alegria e esperança, melancolia e nostalgia,
morte e vida, noite e dia.

O brilho que resiste em meio ao cinza,
megalópole do momento e movimento,
Sampa acontece, é cultura, é notícia que faz história.
Lírio de um sorriso,
espinhos de lágrimas,
na névoa do teu inverno, na brisa da primavera,
no quente calor do teu verão, no romantismo do outono,
ano a ano, no baile das estações teu esplendor se enaltece,
e aqui deixo minha prece:

-Que na trilha do progresso não desapareça o encanto na melodia do teu canto. Do centro à periferia tu és toda poesia.
Teu retrato é tua gente,vitoriosa é a semente que batalha e procria.
Sua primazia é uma proeza nesse jardim Brasil de imensa riqueza.
Sua majestade São Paulo, declaro aqui, meu amor por ti.

Maria Ivone Neto Mourão